"Quando um bebé rejeita a mama é fundamental procurar conhecer as razões. Normalmente é o suficiente para se poder planear uma intervenção adequada. Entre os principais motivos de rejeição estão:
Falsa rejeição:
- Não tem fome e não necessita mamar. (uma causa frequente em que raramente se pensa);
- Mama muito depressa. À medida que adquirem experiência, os bebés mama mais depressa. Aos três meses alguns apenas precisam de dois ou três minutos, ou mesmo menos, numa mama;
- Reflexo de busca: o recém-nascido move a cabeça de um lado para o outro quando procura o mamilo. Algumas mães podem interpretar esse movimento com um gesto de negação;
- Alguém toca na cabeça do bebé para o pôr a mamar. Se um dedo lhe toca a face, o bebé procurará esse dedo de forma reflexa;
- Alguém empurra a nuca do recém-nascido: o que produz um movimento reflexo de extensão cervical;
- Desmame espontâneo: mais cedo ou mais tarde, todas as crianças se negam a continuar a mamar. Normalmente, fazem-no de forma paulatina, depois dos dois anos. Se o bebé tem menos de um ano, é quase impossível que se trate de desmame.
Dor ou doença da criança:
- Fractura da clavícula, vacina recente - procurar a posição em que não se pressione a zona dorida;
- Obstrucção nasal por secreções. Às vezes há que desobstruir o nariz antes de dar de mamar. Instilar soro fisiológico, gota a gota (não de jorro)., nas fossas nassais do bebé quando este está deitado com a boca para cima constitui habitualmente um método eficaz. As secreções secam, amolecem e em poucos minutos a criança espirrará e explusará as secreções;
- Dor ao engolir: otite, faringite;
- Está nervoso, zangado, ou está a chorar há algum tempo - tranquilizá-lo e voltar a oferecer a mama;
- Experiência anterior desagradável (deram-lhe uma injecção enquanto mamava; a mãe zangou-se muito com uma pequena dentada...);
- Hipotonia (hipotonia neonatal transitória, parto com anestesia, sindrome de Down...)
- Alergia a algo que a mãe ingeriu (frequentemente leite de vaca) "chega-lhe o leite ao estômago, e começa a chorar".
Problemas de Técnica:
- Confusão entre mamilo e tetina;
- Má pega: a falta de sucção eficaz é compensada com um excesso de ocitocina; o leite sai a jorro e o bebé engasga-se;
- Pele escorregadia devido aos cremes aplicados no mamilo;
- Mama muito ingurjitada - esvaziar um pouco antes de oferecer a mama.
Alteração que incomoda a criança:
- Aversão oral, devida a experiências desagradáveis no período neonatal (entubação oro-gástrica ou orotraqueal, aspiração, tetinas, exploração da boca com um dedo..);
- Separação, a mãe começou a trabalhar. Quando a mãe regressa, a criança pode reagir "agarrando-se" a ela ou rejeitando-a, ou alternando ambas as condutas. É preciso assegurar à mãe que esta reacção é normal e que o bebé precisará de muitos mimos para a superar;
- Problemas familiares, mudança de domicílio, visitas;
- Menstruação, nova gravidez (diz-se que o sabor do leite muda);
- Mau sabor do leite causado por algum alimento ou medicamento (é raro, e depende de cada criança);
- Odor (sabão, água-de-colónia, desodorizante da mãe);
- Sabor salgado da pele se a mãe esteve a suar;
- Ruídos externos. A criança pode assustar-se com ruídos bruscos ou fortes. As crianças mais velhas distraem-se facilmente com qualquer som ou movimento e, algumas só mama bem se estiverem sozinhas com a mãe num local tranquilo.
Possíveis causas de rejeição unilateral:
Referimo-nos à criança que procura sempre a mesma mama em cada mamada, por exemplo a direita, sem nunca mamar da esquerda. É importante não confundir com a criança que mama numa só mama de cada vez (o que é absolutamente normal), mas que vai alternando as mamas.
- Dor unilateral (fractura da clavícula, vacina, otite);
- Mastite (aumenta o sódio no leite da mama infectada);
- Um mamilo muito mais pequeno ou maior que o outro;
- Pior posição num lado (conforme a mãe seja dextra ou esquerdina);
- Gêmeos: às vezes cada um tem uma mama favorita;
(o livro tem mais informação sobre este tema, se quiserem saber mais, enviem mail para o mamaraopeito@hotmail.com)
Atitude perante a rejeição
- Procurar a possível causa e quase sempre ocorrer-nos-á a solução
- Nunca esquecer a principal causa de "rejeição": a criança não quer mamar mais porque já mamou bastante;
- Muita paciência, contacto físico e carinho;
- Testar posições diferentes;
- Oferecer a mama com frequência, mas sem impor;
- Extrair leite e dá-lo com um copo ou à colher, se necessário;
- Não tentar vencer a criança pela fome. Quando tiver muita fome, provavelmente mamará ainda pior. É preferível dar-lhe primeiro o leite com um copo e oferecer a mama quando não tiver muita fome nem estiver zangado;
- Não tentar dar-lhe de mamar à força, abrir-lhe a boca, empurrá-lo... Normalmente é contraproducente. A mãe e a criança acabam a chorar e a experiência desagradável contribui para manter a rejeição;
- Contacto pele-a-pele: depois de lhe ter dado o leite com um copo, a mãe, despida da cintura para cima, deita-se na cama com o seu filho, vestido apenas com uma fralda. Coloca-se sobre o seu corpo, como a um recém-nascido na sala de partos e, permite que a criança faça o que pretender. Muitos mamam espontaneamente ao fim de meia ou uma hora e, assim mãe e filho passaram algum tempo a descansar e não angustiados pelos esforços inúteis para o bebé mamar."
Fonte: Manual Prático do Aleitamento Materno págs 93-97 - Dr. Carlos Gonzalez
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Workshops Amamentação - Novembro
Aqui ficam as datas para Novembro...
Já sabem que as vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição.
Para mais informações não hesitem em contactar-nos...
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(cliquem na imagem para ver melhor)
Mastite
O que é?
A mastite é uma inflamação da glândula mamária, que pode criar um abcesso, e pode ou não ser acompanhada por uma infecção. É mais frequente em mulheres que amamentam, e tem maior incidência no puerpério (período até às 6-8 semanas pós-parto) designando-se como mastite puerperal, no entanto as mastites podem acontecer em qualquer outra altura do período de amamentação.
Como ocorre?
As causas de mastite podem ser as seguintes:
- Ingurgitamento ou extracção insuficiente de leite materno (devido a uma pega incorrecta, bebé preguiçoso, sucção insuficiente,
- Hiper-produção de leite,
- Mamadas ineficazes,
- Amamentação com horários estabelecidos,
- Uso de mamilos de silicone, etc.);
- Mamadas insuficientes ou saltar uma mamada (devido a dor no mamilo, dentição, utilização exagerada da chucha, mãe muito ocupada, regresso ao trabalho, o bebé dormir durante mais tempo, programação das horas das mamadas, suplementação, desmame abrupto, etc.);
- Dificuldade em sair o leite devido a ductos bloqueados (estes podem surgir pelas razões enunciadas anteriormente ou por pressão nos ductos – com os dedos, roupa apertada, posição a dormir, etc.);
- Inflamação (por lesão, infecção bacteriana/fúngica ou alergia).
Mamilos doloridos, gretados ou em sangue podem ser uma entrada para a infecção, se a mastite acontecer no hospital também há maior probabilidade de infecção, devido à maior exposição a organismos infecciosos. É mais provável haver infecção se a mãe tiver uma grande lesão no mamilo (com dor e com pus), uma mastite recorrente também tem maior probabilidade de infectar. O stress, cansaço, anemia ou sistema imunitário enfraquecido também podem contribuir para o aparecimento de mastite com infecção.
Como reconhecer os sintomas?
Os sintomas normalmente são: nódulos ou zonas da mama duras, que podem ser acompanhadas de vermelhidão, sensibilidade, dor ou inchaço. A dor é mais comum antes das mamadas, e quando o bebé começa a mamar, sendo que após a mamada as dores podem diminuir. Estes sintomas podem ser devido ao bloqueio dos ductos ou ao e ingurgitamento mamário, mas quando associados a febre e sintomas de gripe (como dores no corpo, mal-estar geral, arrepios ou sintomas de doença generalizada, é porque o ingurgitamento ou o ducto bloqueado poderá ter terá evoluído para uma mastite.
O que fazer?
É recomendável nestes casos que descanse, diminua o consumo de líquidos (é importante manter-se hidratada, principalmente se tiver febre, mas deve ser uma ingestão de líquidos equilibrada para não aumentar a produção de leite), uma alimentação equilibrada para reforçar o sistema imunitário, pedir ajuda para as tarefas domésticas e para tratar do bebé!
Em relação à amamentação, deve amamentar frequentemente e esvaziar o peito afectado em todas as mamadas, mas sem descuidar o outro peito. Se possível, amamente com intervalos de 2 horas, ou caso o bebé não esteja disponível para mamar tão frequentemente, extraia leite utilizando uma bomba ou as mãos.
Se houver sangue ou pus no leite extraído o melhor será consultar o médico.
Antes de amamentar
Use compressas quentes e massagem para ajudar a soltar o leite ou para desbloquear os ductos, um duche quente, com a água direccionada para os peitos também poderá ajudar.
Durante a mamada
Ofereça primeiro o peito afectado, mas se for doloroso fazê-lo, pode começar pelo outro peito e após a descida de leite mudar para o peito afectado. Verifique se a pega está correcta, e utilize uma posição em que se sinta confortável e que permita massajar a zona afectada do peito. Use o método de compressão mamária (consiste em comprimir o peito de modo a que o leite saia mais facilmente e ajuda a esvaziar o peito por completo), massaje suavemente mas com alguma pressão da zona onde sente o ducto bloqueado em direcção ao mamilo; tente amamentar enquanto se inclina sobre o bebé, isto pode ajudar a retirar o bloqueio com a ajuda da gravidade.
Depois da mamada
Extraia o leite. Se o peito estiver muito sensível o melhor será extrair o leite manualmente, mas se a bomba não a magoar também poderá ser utilizada. Colocar compressas frias podem ajudar a acalmar as dores e a reduzir a inflamação.
Poderá tomar um analgésico para as dores, ou um anti-inflamatório caso se sinta fisicamente doente, além das dores no peito. Se for tomada acção logo de início, possivelmente a mãe conseguirá ultrapassar esta dificuldade sem precisar de tomar anti-biótico, mas se os sintomas persistirem por mais de 24 horas, ou se a mãe não sentir melhoras após ter tomado as medidas recomendadas anteriormente, deverá consultar um médico para ser medicada para a possível mastite infecciosa. É aconselhado que o antibiótico seja feito pelo menos durante 10 dias, pois as recaídas são frequentes se o tratamento for interrompido cedo demais.
“Está contra-indicada a interrupção da amamentação, por poder aumentar a incidência de abcessos. O bebé pode mamar sem perigo, quer da mama que está sã, quer da infectada, mesmo durante o tratamento, desde que o médico tenha o cuidado de receitar anti-bióticos compatíveis com a amamentação.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, pág. 136
As probabilidades de ter uma mastite diminuem se o bebé mamar em regime livre, se a mãe estiver informada sobre a amamentação, e se souber como agir quando acontecem estes contratempos. Se for aconselhada a desmamar devido a uma mastite, peça uma segunda opinião a alguém especializado em amamentação, como Consultoras ou Conselheiras em Aleitamento Materno ou pode deslocar-se a um cantinho da amamentação se o seu centro de saúde disponibilizar esse serviço.
Patrícia Paiva
Fontes:
http://kellymom.com/bf/concerns/mom/mastitis.html
http://whqlibdoc.who.int/hq/2000/WHO_FCH_CAH_00.13.pdf
Manual Prático do Aleitamento Materno
A mastite é uma inflamação da glândula mamária, que pode criar um abcesso, e pode ou não ser acompanhada por uma infecção. É mais frequente em mulheres que amamentam, e tem maior incidência no puerpério (período até às 6-8 semanas pós-parto) designando-se como mastite puerperal, no entanto as mastites podem acontecer em qualquer outra altura do período de amamentação.
Como ocorre?
As causas de mastite podem ser as seguintes:
- Ingurgitamento ou extracção insuficiente de leite materno (devido a uma pega incorrecta, bebé preguiçoso, sucção insuficiente,
- Hiper-produção de leite,
- Mamadas ineficazes,
- Amamentação com horários estabelecidos,
- Uso de mamilos de silicone, etc.);
- Mamadas insuficientes ou saltar uma mamada (devido a dor no mamilo, dentição, utilização exagerada da chucha, mãe muito ocupada, regresso ao trabalho, o bebé dormir durante mais tempo, programação das horas das mamadas, suplementação, desmame abrupto, etc.);
- Dificuldade em sair o leite devido a ductos bloqueados (estes podem surgir pelas razões enunciadas anteriormente ou por pressão nos ductos – com os dedos, roupa apertada, posição a dormir, etc.);
- Inflamação (por lesão, infecção bacteriana/fúngica ou alergia).
Mamilos doloridos, gretados ou em sangue podem ser uma entrada para a infecção, se a mastite acontecer no hospital também há maior probabilidade de infecção, devido à maior exposição a organismos infecciosos. É mais provável haver infecção se a mãe tiver uma grande lesão no mamilo (com dor e com pus), uma mastite recorrente também tem maior probabilidade de infectar. O stress, cansaço, anemia ou sistema imunitário enfraquecido também podem contribuir para o aparecimento de mastite com infecção.
Como reconhecer os sintomas?
Os sintomas normalmente são: nódulos ou zonas da mama duras, que podem ser acompanhadas de vermelhidão, sensibilidade, dor ou inchaço. A dor é mais comum antes das mamadas, e quando o bebé começa a mamar, sendo que após a mamada as dores podem diminuir. Estes sintomas podem ser devido ao bloqueio dos ductos ou ao e ingurgitamento mamário, mas quando associados a febre e sintomas de gripe (como dores no corpo, mal-estar geral, arrepios ou sintomas de doença generalizada, é porque o ingurgitamento ou o ducto bloqueado poderá ter terá evoluído para uma mastite.
O que fazer?
É recomendável nestes casos que descanse, diminua o consumo de líquidos (é importante manter-se hidratada, principalmente se tiver febre, mas deve ser uma ingestão de líquidos equilibrada para não aumentar a produção de leite), uma alimentação equilibrada para reforçar o sistema imunitário, pedir ajuda para as tarefas domésticas e para tratar do bebé!
Em relação à amamentação, deve amamentar frequentemente e esvaziar o peito afectado em todas as mamadas, mas sem descuidar o outro peito. Se possível, amamente com intervalos de 2 horas, ou caso o bebé não esteja disponível para mamar tão frequentemente, extraia leite utilizando uma bomba ou as mãos.
Se houver sangue ou pus no leite extraído o melhor será consultar o médico.
Antes de amamentar
Use compressas quentes e massagem para ajudar a soltar o leite ou para desbloquear os ductos, um duche quente, com a água direccionada para os peitos também poderá ajudar.
Durante a mamada
Ofereça primeiro o peito afectado, mas se for doloroso fazê-lo, pode começar pelo outro peito e após a descida de leite mudar para o peito afectado. Verifique se a pega está correcta, e utilize uma posição em que se sinta confortável e que permita massajar a zona afectada do peito. Use o método de compressão mamária (consiste em comprimir o peito de modo a que o leite saia mais facilmente e ajuda a esvaziar o peito por completo), massaje suavemente mas com alguma pressão da zona onde sente o ducto bloqueado em direcção ao mamilo; tente amamentar enquanto se inclina sobre o bebé, isto pode ajudar a retirar o bloqueio com a ajuda da gravidade.
Depois da mamada
Extraia o leite. Se o peito estiver muito sensível o melhor será extrair o leite manualmente, mas se a bomba não a magoar também poderá ser utilizada. Colocar compressas frias podem ajudar a acalmar as dores e a reduzir a inflamação.
Poderá tomar um analgésico para as dores, ou um anti-inflamatório caso se sinta fisicamente doente, além das dores no peito. Se for tomada acção logo de início, possivelmente a mãe conseguirá ultrapassar esta dificuldade sem precisar de tomar anti-biótico, mas se os sintomas persistirem por mais de 24 horas, ou se a mãe não sentir melhoras após ter tomado as medidas recomendadas anteriormente, deverá consultar um médico para ser medicada para a possível mastite infecciosa. É aconselhado que o antibiótico seja feito pelo menos durante 10 dias, pois as recaídas são frequentes se o tratamento for interrompido cedo demais.
“Está contra-indicada a interrupção da amamentação, por poder aumentar a incidência de abcessos. O bebé pode mamar sem perigo, quer da mama que está sã, quer da infectada, mesmo durante o tratamento, desde que o médico tenha o cuidado de receitar anti-bióticos compatíveis com a amamentação.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, pág. 136
As probabilidades de ter uma mastite diminuem se o bebé mamar em regime livre, se a mãe estiver informada sobre a amamentação, e se souber como agir quando acontecem estes contratempos. Se for aconselhada a desmamar devido a uma mastite, peça uma segunda opinião a alguém especializado em amamentação, como Consultoras ou Conselheiras em Aleitamento Materno ou pode deslocar-se a um cantinho da amamentação se o seu centro de saúde disponibilizar esse serviço.
Patrícia Paiva
Fontes:
http://kellymom.com/bf/concerns/mom/mastitis.html
http://whqlibdoc.who.int/hq/2000/WHO_FCH_CAH_00.13.pdf
Manual Prático do Aleitamento Materno
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Como Amamentar,
Dificuldades na Amamentação
Mamã doente pode amamentar?
A doença é sempre uma fase que debilita a mãe, e que exige sempre cuidados redobrados, quer esta amamente ou não...
Durante muito tempo pensou-se que, para uma mulher que amamentasse, estar doente era quase sempre sinónimo de desmame. As razões normalmente apresentadas eram essencialmente duas:
- A mãe transmitia a doença através do seu leite e/ou
- Os medicamentos que a mãe tomava para tratar a doença, transmitidos pelo leite, eram extremamente prejudiciais ao bebé.
- Os medicamentos que a mãe tomava para tratar a doença, transmitidos pelo leite, eram extremamente prejudiciais ao bebé.
Mas felizmente, a ciência foi avançando e paralelamente a isso, as entidades promotoras do Aleitamento Materno, foram percebendo, através de estudos feitos, que nem sempre é necessário deixar de amamentar...Concluíram que nem todas as doenças se transmitem através do leite materno e que, no seu tratamento, nem todos os medicamentos são incompatíveis com a amamentação. Assim, exceptuando alguns casos concretos, a mãe pode e deve dar de mamar ao seu filho.
Quando a lactante está doente, o seu organismo “organiza-se” para combater a doença através da produção de anti-corpos específicos. Essas mesmas estruturas imunológicas passam através do leite, e fornecem defesas ao bebé... Este recebe assim, através do leite materno, para além de todos os benefícios associados, uma vacina natural que o protege contra essa doença!
Mas como pode a mãe saber se deve ou não continuar a amamentar o seu bebé?
É importante, antes de mais, que a mãe perceba de que doença é portadora, e qual o tratamento associado a esta. Percebendo a doença, é possível determinar os riscos que existem... Se a doença é transmitida pelo leite e se a impede de amamentar... ou não! Sabendo qual o tratamento associado, é possível não só perceber se este é contra-indicado na amamentação, como podemos encontrar, caso o medicamento habitualmente prescrito seja incompatível, uma alternativa que permita à mãe continuar a amamentar, reduzindo o risco de transmissão da doença...
É importante, antes de mais, que a mãe perceba de que doença é portadora, e qual o tratamento associado a esta. Percebendo a doença, é possível determinar os riscos que existem... Se a doença é transmitida pelo leite e se a impede de amamentar... ou não! Sabendo qual o tratamento associado, é possível não só perceber se este é contra-indicado na amamentação, como podemos encontrar, caso o medicamento habitualmente prescrito seja incompatível, uma alternativa que permita à mãe continuar a amamentar, reduzindo o risco de transmissão da doença...
Falando nas doenças mais comuns, considera-se oportuno neste artigo desfazer alguns mitos, que possam ajudar as mães a perceber que, em caso de doença, excepto raras situações, existem mais vantagens em continuar a amamentar do que desvantagens.
Doenças Infecciosas:Em geral, as doenças infecciosas não afectam o leite, nem na sua composição nem na sua quantidade. As mães não só não devem deixar de amamentar, como é efectivamente recomendado fazê-lo, pela produção dos anticorpos que protegem o bebé de um possível contágio por outras vias.
Depressões:Normalmente a razão apresentada para um desmame quando a mãe apresenta um quadro de depressão, consiste no facto do tratamento ser prejudicial ao bebé. No entanto, os tratamentos disponíveis no mercado, são mais compatíveis do que se pensava. Alguns estudos apontam até que um desmame pode ser mesmo prejudicial também para a mãe, que muitas vezes não está preparada para tal situação, podendo agravar assim o seu estado depressivo. Amamentar, aumenta os níveis de oxitocina que é também conhecida como a hormona do amor, e é responsável pelo relaxamento da mãe, diminuindo assim os níveis de stress e funcionando como um calmante natural, produzido pelo próprio organismo.
Anemia:Apesar do leite materno exigir o seu teor de ferro ao organismo da mãe, esta não fica prejudicada, pois a amamentação, diminui (ou chega mesmo a inibir) o fluxo menstrual, e neste caso a mulher ao ter menos perda de sangue, compensa a perda de ferro na produção de leite.
Tuberculose:A transmissão da tuberculose não é feita através do leite materno (excepto em caso de mastite tuberculosa, que felizmente é raríssima), é feita através das vias aéreas. Por isso o risco de contágio é igual, quer o bebé mame ou beba pelo biberão. Assim, a dúvida não será se a mãe pode amamentar, mas se o bebé pode ou não estar em contacto com a progenitora.
Não deveria haver casos em que a mamã deve amamentar com as vias respiratórias protegidas com máscara?Se a mãe tiver que andar sempre de máscara, também deverá amamentar de máscara... No entanto nenhuma mãe deve colocar apenas a máscara para amamentar... O risco de contágio não acontece só quando a mãe amamenta, mas em todas as situações...
Esta questão é habitualmente colocada pela mãe, quando falamos nas doenças infecciosas (Gripe, constipação, etc) mas normalmente não aconselhamos o uso da máscara essencialmente por 2 razões:
1 - O uso da máscara durante a amamentação não impede o contagio durante o restante dia em que a mãe está com o bebé (ambos respiram o mesmo ar em casa, possivelmente os restantes familiares que habitam a mesma casa, também estarão já infectados, por isso não faz sentido isolar a criança)
2 - Quando dizemos a uma mãe para usar máscara quando esta está com uma constipação ou mesmo gripe, a mãe entende isso como se tivesse algo grave e levando por vezes a mãe a considerar um desmame (por vezes precoce e desnecessário) por ter receio de passar alguma coisa ao filho... (esquecendo-se que é ela que continua a mudar as fraldas ao bebé, continua a dar miminhos, etc...)
Mais uma vez, a questão é: Se a mãe tem de andar de máscara, a dúvida não é se deve amamentar com a máscara, mas se pode estar com o filho.
Depressões:Normalmente a razão apresentada para um desmame quando a mãe apresenta um quadro de depressão, consiste no facto do tratamento ser prejudicial ao bebé. No entanto, os tratamentos disponíveis no mercado, são mais compatíveis do que se pensava. Alguns estudos apontam até que um desmame pode ser mesmo prejudicial também para a mãe, que muitas vezes não está preparada para tal situação, podendo agravar assim o seu estado depressivo. Amamentar, aumenta os níveis de oxitocina que é também conhecida como a hormona do amor, e é responsável pelo relaxamento da mãe, diminuindo assim os níveis de stress e funcionando como um calmante natural, produzido pelo próprio organismo.
Anemia:Apesar do leite materno exigir o seu teor de ferro ao organismo da mãe, esta não fica prejudicada, pois a amamentação, diminui (ou chega mesmo a inibir) o fluxo menstrual, e neste caso a mulher ao ter menos perda de sangue, compensa a perda de ferro na produção de leite.
Tuberculose:A transmissão da tuberculose não é feita através do leite materno (excepto em caso de mastite tuberculosa, que felizmente é raríssima), é feita através das vias aéreas. Por isso o risco de contágio é igual, quer o bebé mame ou beba pelo biberão. Assim, a dúvida não será se a mãe pode amamentar, mas se o bebé pode ou não estar em contacto com a progenitora.
Não deveria haver casos em que a mamã deve amamentar com as vias respiratórias protegidas com máscara?Se a mãe tiver que andar sempre de máscara, também deverá amamentar de máscara... No entanto nenhuma mãe deve colocar apenas a máscara para amamentar... O risco de contágio não acontece só quando a mãe amamenta, mas em todas as situações...
Esta questão é habitualmente colocada pela mãe, quando falamos nas doenças infecciosas (Gripe, constipação, etc) mas normalmente não aconselhamos o uso da máscara essencialmente por 2 razões:
1 - O uso da máscara durante a amamentação não impede o contagio durante o restante dia em que a mãe está com o bebé (ambos respiram o mesmo ar em casa, possivelmente os restantes familiares que habitam a mesma casa, também estarão já infectados, por isso não faz sentido isolar a criança)
2 - Quando dizemos a uma mãe para usar máscara quando esta está com uma constipação ou mesmo gripe, a mãe entende isso como se tivesse algo grave e levando por vezes a mãe a considerar um desmame (por vezes precoce e desnecessário) por ter receio de passar alguma coisa ao filho... (esquecendo-se que é ela que continua a mudar as fraldas ao bebé, continua a dar miminhos, etc...)
Mais uma vez, a questão é: Se a mãe tem de andar de máscara, a dúvida não é se deve amamentar com a máscara, mas se pode estar com o filho.
Conclusão: Mais importante que fazer uma lista exaustiva de doenças compatíveis e incompatíveis com a amamentação, é sensibilizar a lactante que, na grande maioria dos casos, é possível e recomendado continuar a amamentar. É importante que se entenda a relação risco versus beneficio na amamentação com a mãe doente, e que de acordo com a orientação médica, se encontre a melhor forma de tratar a mãe, sem prejudicar o bebé, evitando um desmame precoce e desnecessário.
Bárbara Correia
Conselheira em Aleitamento Materno (OMS/UNICEF)
Conselheira em Aleitamento Materno (OMS/UNICEF)
Fontes:
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Carlos Gonzalez,
Dificuldades na Amamentação,
Mitos
Amamentação de bebés que bolçam...
A maioria dos bebés bolça, ou seja, rejeita algum do leite ingerido, ou a seguir à mamada ou algum tempo depois. Este facto denomina-se de Refluxo Fisiológico e deve-se à imaturidade do sistema digestivo, em particular do esófago (tubo que faz a ligação entre a boca e o estômago), que não consegue evitar que algum do conteúdo estomacal suba até à boca. Apesar de parecer que o leite rejeitado é em grande quantidade, a mãe não deve preocupar-se se o bebé apresenta um ar saudável, se continuar com dejecções e micções frequentes e se se verificar o seu continuado aumento de peso.No caso do bebé que é amamentado, surge uma particular tensão com este problema fisiológico pois a mamã receia que o seu bebé perca alimento e não possa, em pouco tempo, repô-lo.
Saiba que, para os bebés que bolçam, pode ter os seguintes cuidados:
- Mamadas mais frequentes (sempre que o bebé der sinais de interesse em mamar), assim o leite ingerido será menor e de digestão mais fácil;
- Dar de mamar numa posição mais inclinada, mantendo o bebé quase sentado;
- Para os bebés mais irrequietos a mamar, tente o máximo de contacto pele a pele, amamente em andamento (andando ou embalando o bebé com movimentos suaves), no banho ou enquanto o bebé dorme;
- Uma boa pega é importante para diminuir a entrada de ar durante as mamadas;
- Permitir ao bebé esvaziar o primeiro peito antes de oferecer o outro, deixando que seja este a largar o peito ou que pare de mamar e não interrompendo a mamada para trocar de peito, alternar de peito várias vezes ou cedo demais pode fazer com que o bebé bolce mais;
- Para os bebés que querem mamar frequentemente, tente oferecer uma mama em cada mamada, em vez das duas mamas na mesma mamada;
- Deixe o bebé mamar o tempo que desejar, mesmo que já não esteja a ingerir leite, pois isto faz com que o bebé acalme e esvazie o estômago mais facilmente;
- Evite movimentos rápidos e desnecessários a seguir à mamada;
- O bebé pode sentir-se mais confortável se mantiver uma posição vertical a seguir à mamada, deitá-lo apenas algum tempo depois de mamar e elevar a cabeceira da cama podem ser boas ajudas.
Todos os bebés são diferentes, por isso deve estar atenta aos sinais do seu bebé para avaliar quais das dicas sugeridas aliviam os sintomas do refluxo.
O que pode a mãe fazer para diminuir o refluxo do bebé?
- Amamentar! O refluxo é menos comum em bebés amamentados, e mesmo os bebés amamentados que têm refluxo, têm menos episódios de refluxo e estes são mais curtos, e o refluxo à noite é menos grave. O leite materno sendo de mais fácil digestão, é facilmente encaminhado para o intestino, deixando o estômago vazio e impedindo assim o refluxo;
- Acalme-se, e assim o bebé estará mais calmo, logo terá menos refluxo.- Eliminar a exposição do bebé a ambientes com fumos, pois é um factor que contribui para o refluxo;
- Reduzir ou eliminar a cafeína, excesso de cafeína na dieta da mãe pode contribuir para o refluxo;
- Alguns bebés poderão ter refluxo devido a alergia a algum alimento na dieta da mãe, a maioria poderá ser causado devido ao leite de vaca. Neste caso, experimente retirar o leite de vaca ou o alimento de que suspeite durante duas semanas da sua alimentação. Fique atenta às melhoras: se notar melhorias evite ou elimine esse alimento, substituindo por outros alimentos com semelhante valor nutricional. Contudo, tratando-se de alergia, o bebé pode ter outros sintomas além do refluxo;
- Altere a posição do seu bebé: o refluxo é pior se o bebé estiver completamente deitado. Utilize um porta-bebés para manter o bebé erecto durante mais tempo;
- Evite comprimir o abdómen do bebé, mantendo a roupa larga e a fralda pouco apertada podem ajudar; evite posições em que tenha de dobrar o bebé, por exemplo vire o bebé de lado, em vez de aproximar os pés da barriga quando muda a fralda;
- A posição que diminui melhor o refluxo é de barriga para baixo, mas esta apenas deve ser utilizada se o bebé estiver acordado e sempre vigiado por um adulto. Poderá colocá-lo de lado sob o lado esquerdo, pois a pressão do estômago assim é menor.
Mais uma vez, recomenda-se que verifique o que resulta melhor com o seu bebé e vá adaptando as recomendações conforme verificar melhorias, ou não, no seu bebé.
Segundo o Dr. Carlos Gonzalez: “A amamentação é particularmente recomendável nestes casos, pois diminui a duração dos episódios de refluxo. Por outro lado, os alimentos espessados (como os leites anti-regurgitantes) são praticamente inúteis no tratamento do refluxo. Constitui um erro grave desmamar uma criança para lhe dar um destes leites.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, pág. 231.
O refluxo vai diminuindo com a maturidade do sistema digestivo, e a maioria dos bebés deixa de bolçar até ao primeiro ano de idade. A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam amamentados em exclusivo até aos 6 meses e complementando com outros alimentos até pelo menos aos 2 anos, e os bebés com refluxo devem também seguir esta recomendação, pois as vantagens da amamentação sobrepõem-se aos incómodos do refluxo.
Patrícia Paiva
Fontes:
http://www.kellymom.com/babyconcerns/reflux.html
Manual prático do Aleitamento Materno, Carlos Gonzalez
Saiba que, para os bebés que bolçam, pode ter os seguintes cuidados:
- Mamadas mais frequentes (sempre que o bebé der sinais de interesse em mamar), assim o leite ingerido será menor e de digestão mais fácil;
- Dar de mamar numa posição mais inclinada, mantendo o bebé quase sentado;
- Para os bebés mais irrequietos a mamar, tente o máximo de contacto pele a pele, amamente em andamento (andando ou embalando o bebé com movimentos suaves), no banho ou enquanto o bebé dorme;
- Uma boa pega é importante para diminuir a entrada de ar durante as mamadas;
- Permitir ao bebé esvaziar o primeiro peito antes de oferecer o outro, deixando que seja este a largar o peito ou que pare de mamar e não interrompendo a mamada para trocar de peito, alternar de peito várias vezes ou cedo demais pode fazer com que o bebé bolce mais;
- Para os bebés que querem mamar frequentemente, tente oferecer uma mama em cada mamada, em vez das duas mamas na mesma mamada;
- Deixe o bebé mamar o tempo que desejar, mesmo que já não esteja a ingerir leite, pois isto faz com que o bebé acalme e esvazie o estômago mais facilmente;
- Evite movimentos rápidos e desnecessários a seguir à mamada;
- O bebé pode sentir-se mais confortável se mantiver uma posição vertical a seguir à mamada, deitá-lo apenas algum tempo depois de mamar e elevar a cabeceira da cama podem ser boas ajudas.
Todos os bebés são diferentes, por isso deve estar atenta aos sinais do seu bebé para avaliar quais das dicas sugeridas aliviam os sintomas do refluxo.
O que pode a mãe fazer para diminuir o refluxo do bebé?
- Amamentar! O refluxo é menos comum em bebés amamentados, e mesmo os bebés amamentados que têm refluxo, têm menos episódios de refluxo e estes são mais curtos, e o refluxo à noite é menos grave. O leite materno sendo de mais fácil digestão, é facilmente encaminhado para o intestino, deixando o estômago vazio e impedindo assim o refluxo;
- Acalme-se, e assim o bebé estará mais calmo, logo terá menos refluxo.- Eliminar a exposição do bebé a ambientes com fumos, pois é um factor que contribui para o refluxo;
- Reduzir ou eliminar a cafeína, excesso de cafeína na dieta da mãe pode contribuir para o refluxo;
- Alguns bebés poderão ter refluxo devido a alergia a algum alimento na dieta da mãe, a maioria poderá ser causado devido ao leite de vaca. Neste caso, experimente retirar o leite de vaca ou o alimento de que suspeite durante duas semanas da sua alimentação. Fique atenta às melhoras: se notar melhorias evite ou elimine esse alimento, substituindo por outros alimentos com semelhante valor nutricional. Contudo, tratando-se de alergia, o bebé pode ter outros sintomas além do refluxo;
- Altere a posição do seu bebé: o refluxo é pior se o bebé estiver completamente deitado. Utilize um porta-bebés para manter o bebé erecto durante mais tempo;
- Evite comprimir o abdómen do bebé, mantendo a roupa larga e a fralda pouco apertada podem ajudar; evite posições em que tenha de dobrar o bebé, por exemplo vire o bebé de lado, em vez de aproximar os pés da barriga quando muda a fralda;
- A posição que diminui melhor o refluxo é de barriga para baixo, mas esta apenas deve ser utilizada se o bebé estiver acordado e sempre vigiado por um adulto. Poderá colocá-lo de lado sob o lado esquerdo, pois a pressão do estômago assim é menor.
Mais uma vez, recomenda-se que verifique o que resulta melhor com o seu bebé e vá adaptando as recomendações conforme verificar melhorias, ou não, no seu bebé.
Segundo o Dr. Carlos Gonzalez: “A amamentação é particularmente recomendável nestes casos, pois diminui a duração dos episódios de refluxo. Por outro lado, os alimentos espessados (como os leites anti-regurgitantes) são praticamente inúteis no tratamento do refluxo. Constitui um erro grave desmamar uma criança para lhe dar um destes leites.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, pág. 231.
O refluxo vai diminuindo com a maturidade do sistema digestivo, e a maioria dos bebés deixa de bolçar até ao primeiro ano de idade. A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam amamentados em exclusivo até aos 6 meses e complementando com outros alimentos até pelo menos aos 2 anos, e os bebés com refluxo devem também seguir esta recomendação, pois as vantagens da amamentação sobrepõem-se aos incómodos do refluxo.
Patrícia Paiva
Fontes:
http://www.kellymom.com/babyconcerns/reflux.html
Manual prático do Aleitamento Materno, Carlos Gonzalez
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Como Amamentar,
Dificuldades na Amamentação
Picos de Crescimento
O que são picos de crescimento?
Picos de crescimento são alturas em que o bebé aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebé vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebé precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebé aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a gatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro!
Quando é que os bebés têm picos de crescimento?
As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebé, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebé para bebé ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.
Quanto tempo dura um pico de crescimento?
Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.
O que fazer quando surge um pico de crescimento?
Deve oferecer-se o peito sempre que o bebé pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebé precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes! Quantas mais vezes o bebé mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo se poderá adaptar às novas necessidades do bebé. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebé não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebé.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção!
O contacto pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebé como para aumentar a produção de leite.
Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html
Picos de crescimento são alturas em que o bebé aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebé vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebé precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebé aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a gatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro!
Quando é que os bebés têm picos de crescimento?
As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebé, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebé para bebé ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.
Quanto tempo dura um pico de crescimento?
Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.
O que fazer quando surge um pico de crescimento?
Deve oferecer-se o peito sempre que o bebé pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebé precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes! Quantas mais vezes o bebé mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo se poderá adaptar às novas necessidades do bebé. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebé não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebé.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção!
O contacto pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebé como para aumentar a produção de leite.
Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html
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Dificuldades na Amamentação
Amamentação e Refluxo Gastroesofrágico
"O refluxo gastroesofágico (GER) é a volta do conteúdo do estômago para o esôfago. Um fluxo de leite muito intenso (por causa de excesso de leite ou de um fluxo de leite muito forte no seio da mãe) pode algumas vezes causar sintomas parecidos com refluxo. O aleitamento deve continuar quando o bebê tiver refluxo.
Mesmo que poucas pesquisas tenham sido feitas sobre o aleitamento materno e fórmulas infantis para bebês com refluxo, alguns resultados têm revelado que os bebês que amamentam têm refluxos menos severos à noite. Alguns bebês com refluxo se alimentam razoavelmente bem, enquanto outros aprendem que comer causa dor e por isso eles param de mamar.
Algumas mães consideram as dicas abaixo úteis:
- Manipule o seio com movimentos leves para estimular a saída de leite antes de dar o seio ao bebê;
- Mude de posição durante a amamentação;
- Amamente enquanto o bebê estiver sonolento
- Elimine as distrações;
- Caminhe enquanto estiver amamentando;
- Mantenha contato corporal com o bebê.
Outros bebês com refluxo parecem querer mamar o tempo todo! O leite funciona como um antiácido natural e é suave. Contudo os sintomas de refluxo podem aumentar se o bebê mamar demais. Estes bebês reagem melhor quando amamentados em somente um peito a cada sessão de amamentação. Ao amamentar um bebê com refluxo, é importante lembrar: É fundamental o controle básico do processo de amamentação. O bebê deve ser alimentado o suficiente. Esteja sempre alerta às fraldas molhadas. A boca do bebê deve estar posicionada corretamente no seio.
Posicione o bebê de modo que a gravidade ajude o leite a não voltar.
- O bebê talvez prefira a posição vertical.
- Use uma tipóia (sling ou outro porta-bebés), um carregador frontal, para posicionar o bebê ao nível do peito, e amamentar enquanto estiver em pé ou andando.
- Amamente deitada (“lado a lado”), enquanto o bebê deve ficar elevado nos braços da mãe.
- Tente amamentar numa cadeira reclinável, cadeira de balanço elevada, ou encostada em travesseiros.
- Posicione a barriga do bebê com a da mãe, com o bebê voltado para o peito.Na maioria dos casos, com o tempo e o desenvolvimento contínuo do bebê o refluxo diminuirá.
O aleitamento materno é uma excelente opção! O aleitamento materno proporciona muitos benefícios para o bebê e para a mãe, melhorando a saúde, odesenvolvimento e, principalmente, criando um forte elo entre a mãe e o bebê.
Visite o website indicado a seguir para obter mais informações, ou para localizar um gastroenterologista pediátrico na sua região: www.naspghan.org."
Fonte: Aleitamento Materno - NASPGHAN
Mesmo que poucas pesquisas tenham sido feitas sobre o aleitamento materno e fórmulas infantis para bebês com refluxo, alguns resultados têm revelado que os bebês que amamentam têm refluxos menos severos à noite. Alguns bebês com refluxo se alimentam razoavelmente bem, enquanto outros aprendem que comer causa dor e por isso eles param de mamar.
Algumas mães consideram as dicas abaixo úteis:
- Manipule o seio com movimentos leves para estimular a saída de leite antes de dar o seio ao bebê;
- Mude de posição durante a amamentação;
- Amamente enquanto o bebê estiver sonolento
- Elimine as distrações;
- Caminhe enquanto estiver amamentando;
- Mantenha contato corporal com o bebê.
Outros bebês com refluxo parecem querer mamar o tempo todo! O leite funciona como um antiácido natural e é suave. Contudo os sintomas de refluxo podem aumentar se o bebê mamar demais. Estes bebês reagem melhor quando amamentados em somente um peito a cada sessão de amamentação. Ao amamentar um bebê com refluxo, é importante lembrar: É fundamental o controle básico do processo de amamentação. O bebê deve ser alimentado o suficiente. Esteja sempre alerta às fraldas molhadas. A boca do bebê deve estar posicionada corretamente no seio.
Posicione o bebê de modo que a gravidade ajude o leite a não voltar.
- O bebê talvez prefira a posição vertical.
- Use uma tipóia (sling ou outro porta-bebés), um carregador frontal, para posicionar o bebê ao nível do peito, e amamentar enquanto estiver em pé ou andando.
- Amamente deitada (“lado a lado”), enquanto o bebê deve ficar elevado nos braços da mãe.
- Tente amamentar numa cadeira reclinável, cadeira de balanço elevada, ou encostada em travesseiros.
- Posicione a barriga do bebê com a da mãe, com o bebê voltado para o peito.Na maioria dos casos, com o tempo e o desenvolvimento contínuo do bebê o refluxo diminuirá.
O aleitamento materno é uma excelente opção! O aleitamento materno proporciona muitos benefícios para o bebê e para a mãe, melhorando a saúde, odesenvolvimento e, principalmente, criando um forte elo entre a mãe e o bebê.
Visite o website indicado a seguir para obter mais informações, ou para localizar um gastroenterologista pediátrico na sua região: www.naspghan.org."
Fonte: Aleitamento Materno - NASPGHAN
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